UNIÃO TRADICIONALISTA VIAMONENSE
"UTV 2009 - Um Passo a Frente na Municipalização do Tradicionalismo Gaúcho"
HISTÓRICO
1. - Considerações Iniciais:
Lonqueamos alguns tentos para proseramos com os viventes que por ventura nos derem a macanuda alegria de conhecerem a nossa história, melhor, a História da União Tradicionalista Viamonense. Uma história feita por muitas mãos, e por isso mesmo, difícil de acolherar e trançar todos os tentos. Por certo, e para sermos fiéis aos fatos, e ao momento, o correto seria, cada um documentar sua participação na construção deste relato. Como em parte, não é mais possível, vamos tentar trançar tento-a-tento o que o tempo nos proporcionou e vamos balizando alguns nacos desta empreitada, a fim de que, os leitores deste Projeto, possam conhecer e entender o que somos e para que viemos.
Uma outra pendenga que precisamos esclarecer é a nossa origem, a nossa identidade, a nossa personalidade jurídica e porque hoje somos filiados ao Movimento Tradicionalista Gaúcho.
Inicialmente, a UTV (menina dos olhos do Ex-presidente do MTG, Domingos Albea), era uma sociedade civil, sem fins lucrativos, com personalidade jurídica, distinta de seus associados e que congregava as entidades do município de Viamão filiadas ou não ao MTG. Ou seja: Centros de Tradições Gaúchas, Piquetes de Laçadores, Grupos Folclóricos, Departamentos Estudantis desde que comprometidos com a Cultura Gaúcha Viamonense, com sede no município, devidamente legalizados. Então, surgiram os primeiros questionamentos: Seria a UTV um outro MTG dentro do Município? Qual o seu papel?
Polêmicas não faltaram. - de certo modo, ainda continuam - Mas para quem vivenciou os primeiros passos da UNIÃO devem estar lembrados competente Coordenador da Primeira Região Tradicionalista, Nelson Mileski. Foi sem dúvida, o grande conciliador entre a Primeira Região e o MTG. Também, não podemos esquecer da participação da Coordenadora Cultural, Maria Elci Jacques Podemos afirmar que, se não fosse o seu discernimento cultural e a firmeza de Domingos Albea, não estaríamos aqui hoje contando esta história. Somados ainda aos empecilhos iniciais, um outro agravante foi a Gestão do Ex-Presidente, Jorge de Oliveira Costa, que convocou o MTG para extinguir a nossa Associação. Se não fosse a UNIÃO dos Ex-Presidentes e os Patrões daquele período, hoje, estaríamos extintos.(assunto que merece um capítulo especial).
2. - Nossa Identidade Tradicionalista
Muito antes do advento do Movimento Tradicionalista Gaúcho Viamão já era Viamão. Apoiado em algumas fontes podemos afirmar que os primeiros estancieiros gaúchos, são oriundos de Laguna. Por volta de 1733, vieram as primeiras famílias, formaram as primeiras estâncias e invernadas. Inicialmente ocuparam os campos do litoral, próprios para a criação de gado. Eram paulistas e lagunistas, escravos e índios domesticados. Mais tarde ocuparam os Campos de Cima da Serra. Os açorianos, por sua vez, ocuparam o lugar chamado, Santana das Lombas de Viamão. Os Negros, ocuparam a Estância Grande, onde construíram a Primeira Capela dos "Campos Longes" aliás, continuam ainda hoje na localidade chamado "Barragem da Estância Grande", como registram os alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul: Vera Regina da Silva e José Carlos dos Anjos e sua Monografia "Barragem: Etnicidade, Pobreza e Trabalho":
"O município de Viamão registra, em sua história, a construção de uma capela que lhe deu origem, mas sem precisar com exatidão qual a mão-de-obra que a erigiu. Resgata-se a memória de seus colonizadores açorianos, dos estancieiros, dos heróis farroupilhas que por lá estiveram, mas nada ou pouco se sabe acerca dos "diferentes", daqueles que talvez justifiquem localidades como Passo dos Negros, Barro Vermelho ou Lombas."
São poucos registros deste período. As famílias que ocupavam, Os Campos de Viamão, ou Campos Longes não tinham a posse da terra. O conhecimento dos primeiros povoadores só é possível pelo registros de batizados, casamentos e óbitos. Um dos primeiros povoadores de Viamão nasceu por volta de 1713, o tropeiro, Manoel de Barros. Existem outras hipóteses, quanto a Colonização de Viamão: Cosme da Silveira em 1680; João Magalhães em 1725; Francisco Brito Peixoto em 1734, este último, desceu de Laguna com a finalidade de assegurar o domínio das terras de Viamão. A nossa identidade inicial estão, nos registros dos batizados feitos pelo Vigário de Laguna, chamado Mateus Pereira. Para quem vinha de longe a forma de identificar as moradas das famílias eram "Os fogos-de-Chão". Por volta de 1737, os fogos dos Campos de Viamão eram em número de 50, totalizando em torno de duzentas pessoas na região. Como, no início, não haviam capelas, as cerimônias eram feitas nas fazendas ou debaixo das figueiras, abundantes e frondosas na região. Somente. em 1741, no Sitio da Estância Grande, foi construída a "Capela Grande". A partir de então, a situação começou a melhorar, principalmente para as crianças, que não mais precisariam subir para Laguna afim de se batizarem, pois para cá, fora nomeado um Capelão para atender os moradores de Viamão e os da "Velha Guarda". encomendada por Ana Guerra.
Na formação da Identidade Viamonense, merece destaque Os primeiros sesmeiros que vieram para os "Campos Longes", são eles: Cristóvão Pereira de Abreu (1755); João Batista Feijó (1766); Domingos Gomes Ribeiro (1756);José de Andrade Batalha e José Antônio de Vasconcellos (1757) entre outros.
Pois bem, nos sobrenomes das nossas famílias identificamos os primeiros povoadores: nos "biongos" da época a origem dos nossos galpões; no calor do fogo-de-chão dos primeiros moradores a sobrevivência dos grupos sociais; nas rondas dos tropeiros a inspiração das rondas da Chama Crioula: nas fontes d'água do município o serviço social dos pipeiros.
"Bem vindos casais açorianos
À Setembrina dos Farrapos
Viamontes, Viamara, Ibiamom
Águas Claras, Lagoa dos Patos
Canta Velha Capital
Boa Vista, farol, Itapuã
Trincheiras, estâncias e lombas
Índio, viajantes... Tarumã
Na canção... Conceição, a matriz
Tradição, histórias vertentes
Nos teus passos, rastros tropeiros
Identidade Viamonense"
Obs: Quem é o autor do poema? Justifique!
Por enquanto autor desconhecido!
Celso Broda - Presidente da UTV
celso.broda@gmail.com
Fone: (051) 98436201