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CHAMA CRIOULA ITINERANTE DE VIAMÃO
UNIÃO TRADICIONALISTA VIAMONENSE CHAMA CRIOULA ITINERANTE DE VIAMÃO
Para compreendermos a origem e o significado da Chama Crioula precisamos voltar no tempo e identificarmos a trajetória e a função pedagógica, do fogo simbólico, na formação do imaginário nacional visando à construção de uma identidade cultural regional materializada através do Fogo Simbólico e da Chama Crioula. Quando falamos em "símbolos", no Brasil, muito se deve a influência da Maçonaria e da Liga de Defesa Nacional. Na verdade, podemos afirmar que, se não fosse a LDN, não teríamos Chama Crioula e nem fogo simbólico. A LDN foi criada por Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac, o nosso Olavo Bilac, nascido no Rio de Janeiro em 16 de dezembro de 1865, foi jornalista, poeta, um dos criadores da Academia Brasileira de Letras, e criou também, a Liga de Defesa Nacional, em 07 de setembro de 1916, com a finalidade de desenvolver o espírito cívico de todos os brasileiros. A idéia do "fogo simbólico" para o Brasil, de forma concreta, veio da Alemanha em 1936, por ocasião, dos Jogos Olímpicos de Berlim, que inspirado nos gregos, usaram a força do simbolismo da "Tocha Olímpica" como uma maneira de unificar o povo alemão e desenvolver um forte sentimento nacionalista. Idéia esta, usada por Getúlio Vargas (1930-1945), "para legitimar uma Cultura Nacional". No Estado do Rio Grande do sul, "A Corrida do Fogo Simbólico" foi resultado da apropriação e representação de elementos históricos e culturais adquiridos durante os jogos de Berlin, pois, lá estavam os gaúchos: Túlio de Rose, Ernesto Capelli, João Carlos Daudt e Humberto Sachs, observando a cerimônia e a participação do povo em torno do "Fogo Simbólico". Túlio de Rose ficou impressionado com a força que a "Tocha" proporcionava na população. Dizia Túlio: "era como se ela pudesse abençoar e proteger àquele povo que demonstrava uma grande paixão pelo seu país" (Revista Globo, 1939, p.66). Ao retornar, decidiu organizar uma corrida com a Tocha Cívica, com o apoio da Liga de Defesa Nacional.
02. De Viamão para o Brasil:
A primeira "CORRIDA DO FOGO SIMBÓLICO", no Brasil, foi realizada em 1938, por Túlio de Rose. Teve como ponto de partida a IGREJA MATRIZ DE VIAMÃO, e chegada na Pira da Pátria, junto ao monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha em Porto Alegre. No segundo ano de sua realização, a Corrida partiu da Igreja no centro da cidade de Rio Pardo chegando a Porto Alegre. Já, no início da década de 1940. Outros estados brasileiros começaram a participar do revezamento da tocha, integrando-se ao simbolismo desta cerimônia do país. 03. Nasce a Chama Crioula:
Em 1947, o Rio Grande do Sul, através do "grupo dos oito", ampliou o significado do "Fogo Simbólico", e eternizou, o feito de Túlio de Rose, transformando a "Tocha" em "Candeeiro" e o "Fogo Simbólico" em "Chama Crioula". O Gesto heróico de Ciro Martins, Paixão Cortes e seus companheiros, naquele 20 de setembro, além do translado dos restos mortais do farroupilha David Canabarro, de Santana do Livramento para Porto alegre, teve também, ligação com Pistóia, na Itália, donde veio uma Centelha em homenagem aos pracinhas brasileiros falecidos na II Grande Guerra.
04. Da Chama Crioula para a Chama Itinerante de Viamão
Sua origem está relacionada com a Segunda Cavalgada Internacional de Integração dos Pampas, promovida pelo Núcleo Independente Raízes Mostardeiras, Piquete das Anitas de Mostarda e pela Campeira de Alvorada que durante 12 dias, foram até o Forte Santa Teresa, no Uruguai, donde trouxeram uma Centelha do Forte, num Candeeiro Crioulo. "A Chama seguiu o seu curso a casco de cavalo, rumo à cidade de Alvorada, chegando a Viamão, na Escola Técnica Agrícola (ETA), às 21 horas do dia 12, onde foi deixada uma centelha, sendo recepcionados por tradicionalistas e autoridades políticas de Viamão e Alvorada". (Registro de Valdemar Engroff). No mesmo ano, Viamão Também recebia uma Centelha da Chama Crioula, acesa na Fazenda Boqueirão, São Sepe/RS, num "Fogo de Chão" que há 263 anos não se apaga, pertencente à família Simões Pires. No dia 13 de setembro, às 18hs, na Trincheira dos Farrapos, Lomba Tarumã, estas Centelhas: (Uruguai, São Sepé e Viamão) foram unidas formando uma só para as comemorações da Semana Farroupilha de Viamão. Ao findar a Semana Farroupilha do ano de 2000, acontece a grande decisão: Os tradicionalistas, Vasco Clos Batista Filho e Beno Brum, ambos pertencentes ao CTG Setembrina dos Farrapos apresentaram uma proposta ao Presidente da UTV, Valdomiro Mezzette, que a chama não fosse extinta, como de costume, e sim permanecesse acesa em Viamão passando no final de cada mês, de galpão em galpão. A proposta foi aceita, e assim, nos primeiros segundos do dia 21 de setembro de 2000, nasce a Chama Crioula Itinerante de Viamão. Esta Chama Itinerante conserva os elementos de integração do "Fogo Simbólico" e amplia o sentido e o valor da "Chama Crioula", de 1947. Hoje, ao completar 101 edições, a Chama Itinerante de Viamão ganha força e reconhecimento das autoridades tradicionalistas. Em 06/12/2003, foi aprovada e reconhecida pela Primeira Região Tradicionalista, no XIII Congresso Tradicionalista Regional realizado no CTG Estância da Figueira. Em Viamão, as primeiras Entidades a receberem a Chama Itinerante formam: CTG Setembrina dos Farrapos e Piquete Garrão de Potro. Em Alvorada as Primeiras Entidades foram: 25/01/09 (Campeira de Alvorada da Estrada da Palha) 22/02/09 (Piquete Tropilha Farroupilha). Assim, no final de cada mês, a União Tradicionalista Viamonense, através da Campeira de Viamão, juntamente com a Campeira de Alvorada, proporcionam à Comunidade Gaúcha um encontro com suas raízes e com a Chama Crioula que não se apaga mais na Setembrina dos Farrapos. Mais informações: http://www.chamaitineranteutv.blogspost.com/ http://www.portalviamao.com.br/ www,uniaotradicionalistadeviamao.blogspot.com Celso Broda - Presidente da UTV
Galeria de Fotos: Tradicionalismo SEMANA FARROUPILHA POR CARLOS ZATTI
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CIRANDA DE PRENDAS - GABRIELLI: INÍCIO E FINAL FELIZ
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CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS Gabrielli da Silva Pio
Se este é o momento da despedida, que seja de coração aberto! ` Nunca imaginei que me faltariam as palavras.....é difícil buscar as mais apropriadas para descrever com precisão a maravilhosa oportunidade que Deus me proporcionou, ao me tornar a 1ª Prenda do Rio Grande do Sul. Não pelo título, porque títulos vão e vêm para aqueles que buscam a vitória em suas vidas, mas pela oportunidade de presenciar uma visão diferenciada da sociedade. Fazer parte da família tradicionalista é muito importante, porque participando dela aprendemos a lidar com as diferenças, criando assim um paralelo entre o passado, o presente e o futuro. Resgatamos os valores, ressaltamos a importância do convívio familiar e temos a oportunidade de conhecer pessoas dos mais variados segmentos. Falando em pessoas, prefiro as positivas! É como se em meio à conversa, cada uma delas me desse uma chave para abrir mais uma porta em minha vida. Chamo essas chaves de conhecimento, e estas pessoas de almas iluminadas. Se eu tivesse que fazer uma recomendação às novas prendas diria: aprendam a ficar perto apenas dessas pessoas, as demais costumam não aceitar aqueles que "predispõem as suas mentes ao sucesso". Esse é um pensamento que deve ser exercitado todos os dias, para toda e qualquer ação executada, afinal o sucesso vêm para aqueles que concentram suas energias de forma positiva. Não ouso me despedir! Minha vida tradicionalista não acaba por aqui! Este ainda é o ambiente aonde quero criar os meus futuros filhos. Estou feliz e satisfeita pelo trabalho desenvolvido por todo nosso grupo Estadual, e pelos diversos amigos conquistados. Tenho total certeza que as prendas que ocuparem os nossos lugares, serão pessoas maravilhosas, empenhadas em continuar exercitando o ambiente de amizade e fraternidade que plantamos, respeitando as diferenças, e transmitindo o verdadeiro sentido do ser tradicionalista de verdade. Obrigado a todos que me ajudaram na realização dessa meta, e um fraterno e apertado abraço à todas as mulheres porque somos as verdadeiras guerreiras do Rio Grande!
Histórico e Trajetória da Prenda Gabrielli da Silva Pio Região Tradicionalista: 1ª R.T. CTG Amaranto Pereira Localidade: Alvorada - RS Iniciei no tradicionalismo no ano de 1999 e durante 4 anos apenas participei da invernada de danças juvenil. Um dia o instrutor da invernada me viu cantarolando as músicas que dançávamos e me disse que eu cantava bem, daí para frente os amigos começaram a me levar nos concursos de intérprete vocal e eu aperfeiçoei a voz escutando as outras pessoas cantando. Convidada por uma amiga comecei a participar das palestras e eventos das prendas regionais e me interessei pelos projetos que elas executavam. Concorri pela primeira vez na entidade em 2004 e fiz todos os projetos mas optei por não concorrer na região porque me considerava imatura para a função. Em 2005 incentivada pelos amigos de meu CTG fui em busca de uma nova gestão na entidade, na qual trabalhei arduamente para ter uma boa bagagem cultural e participar de fato do concurso regional. Fui atrás de provas e de livros, que foram todos emprestados por amigos, e estudei dias e noites, entre os finais de semana, e nos intervalos do trabalho, para fazer bonito no regional. Queria apenas representar bem a minha entidade. Tamanha foi minha surpresa quando ganhei, pois era a primeira vez que participava do evento e sabia que minha entidade tinha apenas 13 anos de existência, e havia colocado até então uma 1ª prenda juvenil na região, no ano que antecedeu ao meu concurso. Ganhei muitos amigos na fase regional, mas principalmente, reforcei as amizades antigas, e aprendi a lidar com as diferentes personalidades das pessoas, o que me fez entender o porque existem três fases do concurso: uma de iniciação, outra de aprendizado e a última na qual me encontro é de extrema responsabilidade. Estudei muito para o Concurso Estadual, e a lição que levo desta fase da minha vida é que nunca devemos escutar as pessoas pessimistas e negativas, pois existem muitas neste mundo e suas alegrias se baseiam na tristeza das outras pessoas. Mas também aprendi que estamos de fato neste mundo para servir ao próximo, reduzindo as diferenças entre as pessoas, visto que vivemos em uma sociedade muito desigual. No momento em que ouvi meu nome no resultado, senti que muitas coisas ainda estão por vir em minha vida. Confesso que a emoção de quando ganhei na Região, foi muito maior do que a de quando ganhei no Estado, talvez porque no concurso regional eu me sentisse mais sozinha em minha caminhada e vi um ano de tristezas e poucas alegrias, sendo recompensado naquela tão sonhada faixa de couro. Agora sei porque tantas pessoas não desistem de vencer este concurso, é como se fosse um desafio a ser vencido, é como ver o reflexo do seu empenho, do seu trabalho. Mas sempre lembro as meninas de que o concurso é só um detalhe, que o mais importante é você crescer pessoalmente com ele, aperfeiçoar-se, evoluir como ser humano. Para a gestão Estadual desejo muitas amizades, muitas alegrias, e quero participar de projetos sociais. Se possível incentivar que outras prendas e peões façam isso, sejam humanos e sensíveis com as outras pessoas. Para que façam de suas gestões, não uma busca constante por um título, mas uma oportunidade de viver e fazer valer a vida de outras pessoas. Agradeço a todos os amigos que sonharam junto comigo, que viram esta faixa em meu peito antes mesmo que eu a recebesse, que jamais me disseram palavras negativas, que choraram e riram junto comigo nesta longa jornada em busca da vitória. Fonte: www.prendasrs.com.br
Um pequeno comentário! Gabrielli e demais prendas regionais! Em nome da União Tradicionalista Viamonense - muitíssimo obrigado pelo trabalho realizado e pela trajetória tradicionalista de vocês. Estamos todos orgulhos e agradecidos pelo desempenho e aos familiares e amigos que apoiaram esta caminhada de sucesso. Parabéns, parabéns.... Broda! VIAMÃO HERÓICA
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Amigo Istácio Pacheco!
A cada dia aprendo que não sei nada, A cada madrugada faço um mate novo, E me comovo com o dia que amanhece. E rezo uma prece, ao Pai onipotente. Mas este presente, Pacheco Amigo! Aos céus, bendigo, pela tua inspiração Ao cantar Viamão, um Campeiro de Alvorada.
Não sou um cidadão viamonense, Nem sou um gaúcho de fato. Mas ao apreciar teu relato: Elevo-me junto contigo. Tenho orgulho deste amigo, Que a Chama me proporcionou, Busco no poeta que não sou, Um obrigado, de um Jaguariense. Baita abraço - Celso Broda
VIAMÃO HERÓICA
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