Número de Visitas Feeds
Busca
Proposta do Site
Canais
Brasil
Rio Grande do Sul
FESTIVAIS
Viamão
U T V
CTGs Viamão
Tradicionalismo
ENART 2009
RODEIOS
Esportes Viamão
DICAS
Artigos


Tempo Agora

Serviços
Página Principal > SEÇÕES DO PORTAL  
CHAMA CRIOULA ITINERANTE DE VIAMÃO

 

UNIÃO TRADICIONALISTA VIAMONENSE

CHAMA CRIOULA ITINERANTE DE VIAMÃO

 

  • 01. Do Fogo Simbólico à Chama Crioula.

 

       Para compreendermos a origem e o significado da Chama Crioula precisamos voltar no tempo e identificarmos a trajetória e a função pedagógica, do fogo simbólico, na formação do imaginário nacional visando à construção de uma identidade cultural regional materializada através do Fogo Simbólico e da Chama Crioula.

       Quando falamos em "símbolos", no Brasil, muito se deve a influência da Maçonaria e da Liga de Defesa Nacional. Na verdade, podemos afirmar que, se não fosse a LDN, não teríamos Chama Crioula e nem fogo simbólico. A LDN foi criada por Olavo  Braz Martins dos Guimarães Bilac, o nosso Olavo Bilac, nascido no Rio de Janeiro em 16 de  dezembro de 1865, foi jornalista, poeta, um dos criadores da Academia Brasileira de Letras, e criou também, a Liga de Defesa Nacional, em 07 de setembro de 1916, com a finalidade de desenvolver o espírito cívico de todos os brasileiros. A idéia do "fogo simbólico" para o Brasil, de forma concreta, veio da Alemanha em 1936, por ocasião, dos Jogos Olímpicos de Berlim, que inspirado nos gregos, usaram a força do simbolismo da "Tocha Olímpica" como uma maneira de unificar o  povo alemão e desenvolver um forte sentimento  nacionalista. Idéia esta, usada por Getúlio Vargas (1930-1945), "para legitimar uma Cultura Nacional".

        No Estado do Rio Grande do sul, "A Corrida do Fogo Simbólico" foi resultado da apropriação e representação de elementos históricos e culturais adquiridos durante os jogos de Berlin, pois, lá estavam os gaúchos: Túlio de Rose, Ernesto Capelli, João Carlos Daudt e Humberto Sachs, observando a cerimônia e a participação do povo em torno do "Fogo Simbólico". Túlio de Rose ficou impressionado com a força que a "Tocha" proporcionava na população. Dizia Túlio: "era como se ela pudesse abençoar e proteger àquele povo que demonstrava uma grande paixão pelo seu país" (Revista Globo, 1939, p.66). Ao retornar, decidiu organizar uma corrida com a Tocha Cívica, com o apoio da  Liga de Defesa Nacional.

 

02. De Viamão para o Brasil:

 

                A primeira "CORRIDA DO FOGO SIMBÓLICO", no Brasil, foi      realizada em 1938, por Túlio de Rose. Teve como ponto de        partida a IGREJA MATRIZ DE VIAMÃO, e chegada na Pira da Pátria, junto ao monumento ao Expedicionário, no Parque         Farroupilha em   Porto Alegre. No segundo ano de sua realização,    a Corrida partiu         da Igreja no centro da cidade de Rio Pardo    chegando a Porto Alegre. Já, no início da década de 1940.    Outros estados brasileiros começaram a participar do         revezamento da tocha, integrando-se ao simbolismo desta      cerimônia do país.

03. Nasce a Chama Crioula:

 

        Em 1947, o Rio Grande do Sul, através do "grupo dos oito", ampliou o significado do "Fogo Simbólico", e eternizou, o feito  de Túlio de Rose, transformando a "Tocha" em "Candeeiro" e o "Fogo Simbólico" em "Chama Crioula".  O Gesto heróico de Ciro Martins, Paixão Cortes e seus companheiros, naquele 20 de setembro, além do translado dos restos mortais do farroupilha David Canabarro, de Santana do Livramento para Porto alegre, teve também, ligação com Pistóia, na Itália, donde veio  uma Centelha em homenagem aos pracinhas brasileiros falecidos na II Grande Guerra.

 

04. Da Chama Crioula para a Chama Itinerante de Viamão

 

        Sua origem está relacionada com a Segunda Cavalgada Internacional de Integração dos Pampas, promovida pelo Núcleo Independente Raízes Mostardeiras, Piquete das Anitas de Mostarda e pela Campeira de Alvorada que  durante 12 dias,  foram até o Forte  Santa Teresa, no Uruguai, donde trouxeram uma Centelha do Forte, num Candeeiro Crioulo. "A Chama seguiu o seu curso a casco de cavalo, rumo à cidade de Alvorada, chegando a Viamão, na Escola Técnica Agrícola (ETA), às 21 horas do dia 12, onde foi deixada uma centelha, sendo recepcionados por tradicionalistas e autoridades políticas de Viamão e Alvorada". (Registro de Valdemar Engroff).  No mesmo ano, Viamão Também recebia uma Centelha da Chama Crioula, acesa na Fazenda Boqueirão, São Sepe/RS, num "Fogo de Chão" que há 263 anos não se apaga, pertencente à família Simões Pires. No dia 13 de setembro, às 18hs, na Trincheira dos Farrapos, Lomba Tarumã, estas Centelhas: (Uruguai, São Sepé e Viamão) foram unidas formando uma só para as comemorações da Semana Farroupilha de Viamão. Ao findar a Semana Farroupilha do ano de 2000, acontece a grande decisão: Os tradicionalistas, Vasco Clos Batista Filho e Beno Brum, ambos pertencentes ao CTG Setembrina dos Farrapos apresentaram uma proposta ao Presidente da UTV, Valdomiro Mezzette, que a chama não fosse extinta, como de costume, e sim permanecesse acesa em Viamão passando no final de cada mês, de galpão em galpão. A proposta foi aceita, e assim, nos primeiros segundos do dia 21 de setembro de 2000, nasce a Chama Crioula Itinerante de Viamão. Esta Chama Itinerante conserva os elementos de integração do "Fogo Simbólico" e amplia o sentido e o valor da "Chama Crioula", de 1947.

        Hoje, ao completar 101 edições, a Chama Itinerante de Viamão ganha força e reconhecimento das autoridades tradicionalistas. Em 06/12/2003, foi aprovada e reconhecida pela Primeira Região Tradicionalista, no XIII Congresso Tradicionalista Regional realizado no CTG Estância da Figueira. Em Viamão, as primeiras Entidades a receberem a Chama Itinerante formam: CTG Setembrina dos Farrapos e Piquete Garrão de Potro. Em Alvorada as Primeiras Entidades foram: 25/01/09 (Campeira de Alvorada da Estrada da Palha) 22/02/09 (Piquete Tropilha Farroupilha).

        Assim, no final de cada mês, a União Tradicionalista Viamonense, através da Campeira de Viamão, juntamente com a Campeira de Alvorada, proporcionam à Comunidade Gaúcha um encontro com suas raízes e com a Chama Crioula que não se apaga mais na Setembrina dos Farrapos. Mais informações:

http://www.chamaitineranteutv.blogspost.com/

http://www.portalviamao.com.br/

www,uniaotradicionalistadeviamao.blogspot.com

Celso Broda - Presidente da UTV

 

 

      

Galeria de Fotos: Tradicionalismo


SEMANA FARROUPILHA POR CARLOS ZATTI

Semana Farroupilha?

Edição de artigos do Alerta TotaL

Por Carlos Zatti

Foram diversas as causas que motivaram a Revolução Farroupilha, notadamente a elevada carga tributária que centralizava recursos na Capital do Império, sem a contrapartida correspondente.

Mesmo assim, o levante de 20 de setembro de 1835 não foi suficiente para que a Regência reconhecesse a discriminação que fazia à província meridional e, então, a Revolução proclamou a República Rio-Grandense em 11 de setembro de 36, legitimada com base no direito universal dos povos, pelas Câmaras de Vereadores das principais cidades gaúchas da época. E a contenda deixou de ser uma Revolução para ser uma Guerra - Guerra dos Farrapos - pois não era mais uma convulsão interna, dentro do mesmo país, eram exércitos de duas nações peleando cada qual por sua Pátria.

Nos dias atuais, por indução do MTG, os cetegeanos se reúnem no intento de homenagear aqueles heróis que resfolegaram as coxilhas de 1835 a 45, tentando um paralelismo à Semana da Pátria, com sua "Semana Farroupilha".

Mas a paz de Ponche Verde foi assinada de igual para igual. Podemos até afirmar que o Estado Rio-Grandense voltou ao convívio da Pátria brasiliana sem revogar, ou relegar, sua independência. E se alguém duvida que não se faça de rogado e olhe para a bandeira do Rio Grande do Sul onde lerá em seu dístico: ‘República Rio-Grandense'. Seria ou, é uma república dentro de outra?!

E ainda, nos dias atuais, o poder central continua explorando e discriminado nosso Sul. Mas se foi o gaúcho que colocou os alambrados da invernada lá do fundo e escolheu o lado para fincar seu rancho, pode, muito bem, irmanado com o barriga-verde e o tingüí, mudar a cerca e fincar os palanques mais ao norte.

Como o movimento tradicionalista gaúcho se estriba no passado para montar no presente e construir o futuro, e transplantou simbolicamente o galpão da estância para a cidade para, sob seu teto, irmanar gentes na mesma iguala, palmeando a mesma cuia que corre de mão em mão sem conhecer a hierarquia; local da camaradagem, da honradez e da amizade; local dos causos, da poesia, do civismo e da guitarra campeira...

Mas parece desígnio que cada iniciativa tenha seus percalços, seus altos e baixos e, então, parece que o clarim que os guiava calou. Por que calou, se a tradição é a marcha batida que visa o resgate de valores que são válidos não por serem antigos, mas porque são eternos? Por que calou, se a tradição é a identidade de um povo? - Porque lhes faltou a essência do porquê da Semana Farroupilha. Faltou-lhes a verdade, a honestidade, a razão. O MTG esqueceu as virtudes e traiu os homenageados, menosprezando o ideário dos heróis de 35, o simbolismo da Semana Farroupilha.

Será porque os brasileiros foram educados no convívio de governantes autoritários?
- Tanto que até o decantado Getúlio Vargas fez jogo duplo para ficar de bem com as potências estrangeiras, deixando a Gestapo nazista atuar dentro do Brasil para caçar adversários, durante a Segunda Guerra Mundial e, ao mesmo tempo, fazendo o jogo dos aliados, policiava e perseguia nossos avós só porque falavam em sua língua natal: alemão, italiano, japonês.

E foi este mesmo Getúlio que, numa iniciativa de mentecapto, mandou queimar todas as bandeiras estaduais (proibiu o estudo das cartilhas regionais nas escolas, que continham nossa história e nossos valores culturais, adotando uma só cartilha para todo o Brasil), enfraquecendo a cultura regionalista, com intento de centralizar mais e mais poderes ao estado unitário, na ignorância da existência de diversos povos em brasis distintos dentro do estado constituído.

- E os ditadores militares, então, aquela tragédia! Os estudantes aprendendo a aceitar tudo o que os livros oficiais ditavam de nossa História. Mentiras deslavadas que ainda hoje dominam a mente do povo, que nem diz "assim seja" porque só aprendeu dizer "amém".

Contestando professores mal intencionados ou mal informados metidos a sabichões ao enfatizarem que a Revolução Farroupilha não fora separatista, afirmamos, porque estamos convictos, que a Revolução de 35 foi secessionista. Nossa tese baseia-se nos seguintes fatos/argumentos:

1) Artigas (el protetor de los gauchos), já em 1816 queria formar um país independente composto de Entre Rios, Corrientes, Rio Grande do Sul, Uruguai, Santa Fé e Missiones! Ou seja, um país exclusivamente de gaúchos;

2) Durante a Campanha pela Independência do Uruguai (1825/28), Alexandre Luís de Queirós e Vasconcelos, o "Quebra", comandando o "Regimento de Libertadores do Rio Grande", colocou-se abertamente ao lado dos platinos. Tentando revoltar os soldados gaúcho-brasileiros, pregava a separação do Rio Grande, antecipando a revolução farroupilha que, quando eclodiu, em 35, dela participou;

3) O deputado provincial José Mariano alertou ao presidente da existência de um partido que pregava a independência do Rio Grande do Sul, dizendo em seu discurso: "Que muito de propósito as primeiras autoridades têm sem cessar procurado fazer acreditar ao governo central, que um partido aqui existe com fins hostis à integridade do Império. O mais singular, porém, neste negócio, é que... são homens elogiados e quase endeusados como salvadores da província! Liga com o Estado oriental, independência da província, proclamação da república, etc...". E conclui dizendo: "O presidente da província dá conta à assembléia da existência de partido que trabalha no pérfido e indecoroso plano de separação desta província...";

4) Quando Antônio Netto proclamou a independência do Estado Rio-Grandense, nenhum farroupilha foi contra o ato. Todos apoiaram a atitude de Netto porque a separação fazia parte do plano revolucionário e esperavam apenas uma oportunidade, e ela surgiu com a vitória da batalha de Seival. Se alguém discordasse mudaria de lado. - O coronel Bento Manuel mudou de lado três vezes durante os dez anos do conflito;

5) O Convênio de Ponche Verde foi um armistício e não a revogação da independência. O Escudo, o Hino e a Bandeira são ainda hoje símbolos oficiais do Rio Grande do Sul;

6) Além de Caxias aceitar as condições para a paz, nenhum Farrapo depôs ou entregou sua arma ao exército brasileiro.

- O fato da chamada "traição de Canabarro", que teria desarmado os negros para que Caxias (o capitão de mato e de estrada) massacrasse a todos, em Porongos, merece um estudo maior por parte dos historiadores}.

Então, por ignorância dos dirigentes do MTG ou por maldade sarcástica dos mesmos, na abertura da "Semana Farroupilha" cantam o hino do inimigo, hasteando a bandeira do mesmo (Estado Brasiliano) no mastro de honra, em detrimento à tricolor, num verdadeiro ato de traição ao General Antônio Netto, a Bento Gonçalves, Domingos José de Almeida, Ulhoa Cintra, Onofre Pires, Anita Garibaldi, Corte Real, Teixeira Nunes e seus indômitos lanceiros negros e tantos outros que, apunhalados por tal despropério mal parado e traiçoeiro, devem se revolver em suas tumbas, tal o escárnio mordaz destes pseudo tradicionalistas.

Corrobora, o "tradicionalista" de plantão, segurando a alça do caixão funerário das virtudes cívicas, que foram a glória de nossos antepassados, sepultando-as no cemitério da hipocrisia, tal adepto de uma seita de emasculados que pregam o servilismo envolto na fumaça do incenso bajulatório do centralismo opressor, para enterrar em cova bem funda os últimos lampejos da altivez de um povo viril.

Mas quando o Sul for um País Independente, tais injustiças hão de ser reparadas para honra e glória da Nação. O Movimento Farroupilha findou, porém não acabou com o espírito de independência, pelo contrário, se ampliou por toda a Região Sul com a República Juliana e tantos outros atos de heroísmo, já envolvendo também o Paraná que foi marcando território nos movimentos de 1893, 1930 e 61. Não mais os limites tratativos do Brasil, mas as fronteiras demarcadoras das posses da NAÇÃO SULISTA.

Carlos Zatti é escritor e membro do Centro de Tradições Gaúchas Porteira Aberta - 1ª RT / MTG-PR.

 


CIRANDA DE PRENDAS - GABRIELLI: INÍCIO E FINAL FELIZ
Gabrielli da Silva Pio - (foto Jornal Gazeta do Sul)

 

CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS

Gabrielli da Silva Pio

 

Se este é o momento da despedida, que seja de coração aberto! `

Nunca imaginei que me faltariam as palavras.....é difícil buscar as mais apropriadas para descrever com precisão a maravilhosa oportunidade que Deus me proporcionou, ao me tornar a 1ª Prenda do Rio Grande do Sul.

Não pelo título, porque títulos vão e vêm para aqueles que buscam a vitória em suas vidas, mas pela oportunidade de presenciar uma visão diferenciada da sociedade.

Fazer parte da família tradicionalista é muito importante, porque participando dela aprendemos a lidar com as diferenças, criando assim um paralelo entre o passado, o presente e o futuro.

Resgatamos os valores, ressaltamos a importância do convívio familiar e temos a oportunidade de conhecer pessoas dos mais variados segmentos.

Falando em pessoas, prefiro as positivas! É como se em meio à conversa, cada uma delas me desse uma chave para abrir mais uma porta em minha vida. Chamo essas chaves de conhecimento, e estas pessoas de almas iluminadas.

Se eu tivesse que fazer uma recomendação às novas prendas diria: aprendam a ficar perto apenas dessas pessoas, as demais costumam não aceitar aqueles que "predispõem as suas mentes ao sucesso".

Esse é um pensamento que deve ser exercitado todos os dias, para toda e qualquer ação executada, afinal o sucesso vêm para aqueles que concentram suas energias de forma positiva.

Não ouso me despedir! Minha vida tradicionalista não acaba por aqui! Este ainda é o ambiente aonde quero criar os meus futuros filhos. Estou feliz e satisfeita pelo trabalho desenvolvido por

todo nosso grupo Estadual, e pelos diversos amigos conquistados.

Tenho total certeza que as prendas que ocuparem os nossos lugares, serão pessoas maravilhosas, empenhadas em continuar exercitando o ambiente de amizade e fraternidade que plantamos, respeitando as diferenças, e transmitindo o verdadeiro sentido do

ser tradicionalista de verdade.

Obrigado a todos que me ajudaram na realização dessa meta, e um fraterno e apertado abraço à todas as mulheres porque somos as verdadeiras guerreiras do Rio Grande!

 

 

 

Histórico e Trajetória da Prenda Gabrielli da Silva Pio

Região Tradicionalista: 1ª R.T.

CTG Amaranto Pereira

Localidade: Alvorada - RS

Iniciei no tradicionalismo no ano de 1999 e durante 4 anos apenas participei da invernada de danças juvenil. Um dia o instrutor da invernada me viu cantarolando as músicas que dançávamos e me disse que eu cantava bem, daí para frente os amigos começaram a me levar nos concursos de intérprete vocal e eu aperfeiçoei a voz escutando as outras pessoas cantando. Convidada por uma amiga comecei a participar das palestras e eventos das prendas regionais e me interessei pelos projetos que elas executavam. Concorri pela primeira vez na entidade em 2004 e fiz todos os projetos mas optei por não concorrer na região porque me considerava imatura para a função. Em 2005 incentivada pelos amigos de meu CTG fui em busca de uma nova gestão na entidade, na qual trabalhei arduamente para ter uma boa bagagem cultural e participar de fato do concurso regional.

Fui atrás de provas e de livros, que foram todos emprestados por amigos, e estudei dias e noites, entre os finais de semana, e nos intervalos do trabalho, para fazer bonito no regional. Queria apenas representar bem a minha entidade. Tamanha foi minha surpresa quando ganhei, pois era a primeira vez que participava do evento e sabia que minha entidade tinha apenas 13 anos de existência, e havia colocado até então uma 1ª prenda juvenil na região, no ano que antecedeu ao meu concurso.

Ganhei muitos amigos na fase regional, mas principalmente, reforcei as amizades antigas, e aprendi a lidar com as diferentes personalidades das pessoas, o que me fez entender o porque existem três fases do concurso: uma de iniciação, outra de aprendizado e a última na qual me encontro é de extrema responsabilidade.

Estudei muito para o Concurso Estadual, e a lição que levo desta fase da minha vida é que nunca devemos escutar as pessoas pessimistas e negativas, pois existem muitas neste mundo e suas alegrias se baseiam na tristeza das outras pessoas. Mas também aprendi que estamos de fato neste mundo para servir ao próximo, reduzindo as diferenças entre as pessoas, visto que vivemos em uma sociedade muito desigual.

No momento em que ouvi meu nome no resultado, senti que muitas coisas ainda estão por vir em minha vida. Confesso que a emoção de quando ganhei na Região, foi muito maior do que a de quando ganhei no Estado, talvez porque no concurso regional eu me sentisse mais sozinha em minha caminhada e vi um ano de tristezas e poucas alegrias, sendo recompensado naquela tão sonhada faixa de couro.

Agora sei porque tantas pessoas não desistem de vencer este concurso, é como se fosse um desafio a ser vencido, é como ver o reflexo do seu empenho, do seu trabalho. Mas sempre lembro as meninas de que o concurso é só um detalhe, que o mais importante é você crescer pessoalmente com ele, aperfeiçoar-se, evoluir como ser humano.

Para a gestão Estadual desejo muitas amizades, muitas alegrias, e quero participar de projetos sociais. Se possível incentivar que outras prendas e peões façam isso, sejam humanos e sensíveis com as outras pessoas. Para que façam de suas gestões, não uma busca constante por um título, mas uma oportunidade de viver e fazer valer a vida de outras pessoas.

Agradeço a todos os amigos que sonharam junto comigo, que viram esta faixa em meu peito antes mesmo que eu a recebesse, que jamais me disseram palavras negativas, que choraram e riram junto comigo nesta longa jornada em busca da vitória.

Fonte: www.prendasrs.com.br

 

Um pequeno comentário!

Gabrielli e demais prendas regionais!

 Em nome da União Tradicionalista Viamonense - muitíssimo obrigado pelo trabalho realizado e pela trajetória tradicionalista de vocês. Estamos todos orgulhos e agradecidos pelo desempenho e aos familiares e amigos que apoiaram esta caminhada de sucesso.

Parabéns, parabéns....

Broda!


VIAMÃO HERÓICA
HÉLIO ISÁCIO PACHECO

 

Amigo Istácio Pacheco!

 

A cada dia aprendo que não sei nada,

A cada madrugada faço um mate novo,

E me comovo com o dia que amanhece.

E rezo uma prece, ao Pai onipotente.

Mas este presente, Pacheco Amigo!

Aos céus, bendigo, pela tua inspiração

Ao cantar Viamão, um Campeiro de Alvorada.

 

Não sou um cidadão viamonense,

Nem sou um gaúcho de fato.

Mas ao apreciar teu relato:

Elevo-me junto contigo.

Tenho orgulho deste amigo,

Que a Chama me proporcionou,

Busco no poeta que não sou,

Um obrigado, de um Jaguariense.

Baita abraço - Celso Broda

 

VIAMÃO HERÓICA
 
 
VIAMÃO, EIS AQUI A TUA HISTORIA
QUE TENTO CONTAR EM VERSOS,
E OFERECER A TEUS FILHOS, CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS.
PROS MAIS SÁBIOS E TAMBÉM PROS MENOS CULTOS,
PROS DOUTOS, CONHECEDORES DO UNIVERSO,
QUERO CONTAR TUA GRANDE TRAJETÓRIA.
 
 
PRIMEIRO FOI COSME DA SILVEIRA QUE CHEGOU POR AQUI
NOS CAMPOS GRANDES DE LAGOAS DE ÁGUA PURA.
ISSO FOI NO SÉCULO XI, DA ERA CRISTÃ.
DEPOIS FRANCISCO DA CUNHA, QUE EM CERTA MANHÃ,
FINCOU RANCHO NA ESTÂNCIA GRANDE, POR AQUELAS PLANURAS.
E OS DOIS FICARAM SEM NUNCA MAIS SAIR.
 

 


OS CAMPOS SEMPRE FORAM BONS, E AS AGUADAS BOAS,
E CHAMARAM A ATENÇÃO DE LAGUNENSES E PAULISTAS,
QUE PARA CÁ VIERAM, ATRÁS DO GADO E DAS CAVALHADAS
FUNDARAM ESTÂNCIAS, ABRIRAM ESTRADAS
DESDE ITAPUÃ, MORRO GRANDE E BELA VISTA,
E O GADARIO ENGORDAVA ENTRE A SERRA E AS LAGOAS.
 
MAIS TARDE O GADO E A CAVALHADA, TINHAM QUE VIRAR MERCADORIA,
PRA ENCHER DE MOEDAS OS SURRÕES DE COURO,
E UM TROPEIRO ASTUTO, CHAMADO CRISTÓVÃO PEREIRA DE ABREU
ABRIU CAMINHOS E ROTAS. NEGOCIAR CAVALOS ESTAVA NO APOGEU.
TRANSFORMOU OS CAMPOS VERDES, EM PRATA E OURO,
LEVANDO TROPAS, POR SOCAVÕES, RIOS E SERRANIAS.
 
DEPOIS AS VENDIA NAS FEIRAS DE SOROCABA
E O PROGRESSO ERA GRANDE, E A VILA CRESCIA TANTO,
QUE FOI PRECISO ERGUER UMA CAPELA PRA DEVOÇÃO.
E EM 1741, FOI FUNDADA  NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO.
PRA REVERENCIAR DEUS, SANTAS E SANTOS.
POR QUE A VIDA SE VAI, MAS A FÉ NUNCA SE ACABA.
 
MAIS TARDE, EM 1752 CHEGARAM OS AÇORIANOS,
VINTE CASAIS PARA SER MAIS PRECISO,
SE ACAMPARAM NO ITAPUÃ, PLANTANDO TRIGO.
TRAZIAM SABEDORIAS DE ALÉM OCEANO.
E VIRAM QUE ERA BOA A TERRA. COMO NO PARAÍSO
TUDO ERA BOM E OS NATIVOS , UM POVO AMIGO
 
DE VIAMÃO NASCERAM ,VILAS , E O PORTO DOS CASAIS.
TAMBÉM CIDADES COMO TRIUNFO, RIO PARDO E TAQUARI.
E QUANDO RIO GRANDE CAIU NA MÃO DOS CASTELHANOS,
A GOVERNANÇA SE INSTALOU AQUI, POR MAIS DE DEZ ANOS
E MARCAS DESTA DÉCADA AINDA EXISTEM POR AI
EM PRÉDIOS, ESTRADAS E REGISTROS NOS ANAIS.
 
 
E UM FILHO TEU. QUE POUCA GENTE SABE.
PEDRO JOSÉ VIEIRA DE ALCUNHA PERICO EM BAILARIN,
NAS PLAGAS DO URUGUAI, PROVÍNCIA ORIENTAL.
NUMA JORNADA BRAVA DE LUTA DESIGUAL
PROCLAMOU A INDEPENDÊNCIA, E ASSIM
A ELE E A BENEVIDES O GRITO DE ASCENCIO CABE.
 
ERA SEM MALDADE NA PAZ, PORÉM NA GUERRA, UM TENEBROSO,
VALENTE COMO POUCOS, ESTE TEU FILHO IMPONENTE.
SEMPRE ALEGRE, BAILANDO POR RANCHOS E GALPÕES,
PELEANDO EM CORRERIAS POR AQUELES RINCÕES.
COMO DISSE É ELE QUE FAZ O URUGUAI INDEPENDENTE,
ERA ASSIM PERICO ESTE TEU FILHO DITOSO.
 
AGORA CONTO A PAGINA MAIS IMPORTANTE,
A GUERRA GRANDE  A MAIOR DO CONTINENTE.
O DECÊNIO HERÓICO DOS GRANDES FARROUPILHAS.
O BENTO CONHECEDOR DOS CAMPOS E DAS TRILHAS,
VEIO PRA CÁ. MONTOU ACAMPAMENTO, TROUXE CONTINGENTE
E DAQUI A CAPITAL MANTEVE NUM CERCO CONSTANTE.
 
E VIAMÃO BENTO BATIZOU DE SETEMBRINA.
POR QUATRO ANOS OS BRAVOS COMBATENTES
TRAVARAM LUTAS. E NAS LOMBAS DE TARUMÃ, AINDA EXISTEM
AS TRINCHEIRAS QUE AO TEMPO RESISTEM
COMO TESTEMUNHA DO PASSADO E DO PRESENTE
COMO TESTEMUNHA DAQUELES BRAVOS DE ALMA LIBERTINA.
 
E BEM ALI. DIZ A HISTÓRIA, QUE ROSSETTI O JORNALISTA.
TOMBOU FERIDO. DERRAMOU SEU SANGUE DE HOMEM NOVO
PARA O PORVIR DE GERAÇÕES FUTURAS
E NOS COMBATES TRAVADOS AQUI NESTAS PLANURAS,
MOSTROU CORAGEM O FUNDADOR DO JORNAL O POVO.
ERA REPUBLICANO, CARBONAREO. UM IDEALISTA.
 
 
E LÁ EM ITAPUÃ, NO MORRO DA FORTALEZA
EXISTE ATÉ HOJE AS MARCAS DA HISTORIA.
BALAS, LANÇAS, CANHÕES E ATÉ CASCO DE NAVIO.
ERAM VALENTES OS FARRAPOS.UM POVO BRAVIO,
A LUTA ERA DESIGUAL, MAS MOSTRARAM NA TRAJETÓRIA,
QUE A LUTA SE VENCE POR IDEAL E POR DESTREZA.
 
E OUTROS TANTOS PISARAM ESTE SOLO,
NETO, CANABARRO, GARIBALDI,CRESCENCIO, JOÃO ANTONIO DA SILVEIRA.
GAVIÕES DA LIBERDADE, HERÓIS DE FATO.
MAS JOAQUIM TEIXEIRA NUNES UM TEMERATO.
ATÉ  ANITA ACAMPO POR DEBAIXO DE TUAS FIGUEIRAS
FUGINDO DE MORINGUE E COM MENOTTI NO COLO.
 
 
BENDIGO A TI, VIAMÃO FARROUPILHA VARONIL
POVO HOSPITALEIRO, DEBAIXO DUM CÉU AZUL.
O FUTURO É LOGO ALI, DEPOIS DAS LOMBAS.,
ONDE EM NOITE CLARAS A LUA CHEIA TOMBA,
CAPITAL ETERNA DO RIO GRANDE DO SUL
É UMA SEIVA VIVA NA HISTORIA DO BRASIL.
 
 
AUTOR:
HÉLIO PACHECO.


 




Portal Viamão - Notícias, Artigos, Jogos - Conteúdo Inteligente - Confira!
Copyright 2008-2009 Portal Viamão. Desenvolvido por: Art Webhost e Guia Web Viamão