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Pilcha
Viamonenses no Congresso de Canguçú

DIRETRIZES PARA PILCHA GAÚCHA - PILCHA CAMPEIRA
Indumentária a ser utilizada nas atividades campeiras, tais como rodeios, cavalgadas, desfiles e outras lidas.
1. PILCHA MASCULINA- CHAPÉU: de feltro ou pelo de lebre com abas a partir de 6 cm, com a copa de acordo com as características regionais.Obs. É vedado o uso de boinas e bonés.- BARBICACHO: de couro, sola ou crina, podendo ter algum enfeite de metal.-
LENÇO: no caso do uso com algum tipo de nó, com a medida de 25 cm a partir deste. Com o uso do passador de lenço, com a medida de 30 cm a partir deste. Nas cores vermelho, branco, azul, verde, amarelo, ou carijó nas cores supra citadas. É possível, ainda, carijós em marrom ou cinza.- CAMISA: estilo social, com mangas longas ou curtas, com colarinho e botões na parte frontal, em cores sóbrias, de acordo com as determinações regionais. Sendo vedado o uso de camiseta e camisa gola pólo.Obs. A camisa deverá estar sempre por dentro das bombachas.
- CINTO (GUAIACA): tendo de uma a três guaiacas internas, ou não, com uma ou duas fivelas frontais. Ou de couro cru, com ou sem guaiacas, sempre com uma ou duas fivelas frontais. Ambos deverão ter no mínimo 7cm de largura.
- TIRADOR: de uso opcional, exceto para pealar. Quando usado, este substituirá o cinto quando tiver um reforço na parte superior (cintura) imitando um cinto, com ou sem guaiacas e que tenha no mínimo uma fivela de tamanho grande (5 a 7cm).
- FAIXA: de uso opcional. Quando usada deverá ser de lã, nas cores preta ou vermelha.- BOMBACHAS: com ou sem favos, coincidindo a largura da perna com a largura da cintura, ou seja, uma pessoa que use sua bombacha no tamanho 40, automaticamente deverá ter, aproximadamente, uma largura de cada perna de 40 cm.Obs.- A largura das bombachas, na altura das pernas, deve ser tal que a caracterize como tal e não seja confundida com uma calça.- As bombachas deverão estar sempre para dentro das botas.
- BOTA: de couro, nas cores preta, marrom e amarela (baia).
- ESPORAS: de uso obrigatório para as categorias de rapaz, peão, veterano e facultativo para as demais categorias. Sempre usado no calcanhar e com rosetas não pontiagudas.
- FACA: O uso da faca na cintura é obrigatório para as categorias dos peões e rapaz, exceto na gineteada, vedado para piás e guris e facultativo para as demais categorias. Quando utilizada, a faca deverá ter no mínimo 15cm e no máximo 30cm de lâmina e ser adequada ao uso campeiro.2. PILCHA FEMININA- CHAPÉU: de feltro ou pelo de lebre com abas a partir de 6 cm, com a copa de acordo com as características regionais.Obs.: É vedado o uso de boinas e bonés.- BARBICACHO: de couro cru, sola ou crina, podendo ter algum enfeite de metal.
- LENÇO: de uso opcional. Quando usado não poderá ser uma tira ou fita.- CAMISA: estilo social, com mangas longas ou curtas, com colarinho e botões na parte frontal, podendo ter cortes e características femininas (rendas, babados, etc), em cores sóbrias, de acordo com as determinações regionais. Sendo vedado o uso de camiseta e camisa gola polo.
- CINTO (guaiaca): de uso opcional, porém quando usado, tendo de uma a três guaiacas, internas ou não, com uma ou duas fivelas frontais, ou artesanal de couro cru, com ou sem guaiacas, mas sempre com uma ou duas fivelas frontais.
- TIRADOR: de uso opcional, exceto para pealar. Quando usado, este substituirá o cinto quando tiver um reforço na parte superior(cintura) imitando um cinto, com ou sem guaiacas e que tenha no mínimo uma fivela de tamanho grande(5 a 7cm).
- FAIXA: de uso opcional. Quando usada deverá ser acompanhada do cinto e ser de lã, nas cores preta ou vermelha.
- BOMBACHAS: com ou sem favo, sem bordados e sem pregas costuradas. Podendo ser de estilo feminino, ou seja, com aberturas laterais. A largura das bombachas, na altura da perna, será, aproximadamente, a mesma largura da cintura. Naturalmente as bombachas femininas serão mais estreitas do que as masculinas.
- BOTA: de couro, nas cores preta, marrom e amarela (baia).
- ESPORAS: de uso opcional. Quando utilizadas, deverão ser dotadas de rosetas não pontiagudas.
- FACA: de uso opcional.Observações:1) Aconselha-se que quando a prenda for montar com vestido ou saia, que ela use o selim e não as montarias convencionais.2) Poderão também ser usados os trajes alternativos regionais, desde que devidamente comprovados e aprovados em Encontro Regional.

 

Indumentária Histórica Utilizada no Rio Grande do Sul

Através dos Tempos

 

INTRODUÇÃO

 

Era uma terra perdida perto do nada, até que um poder político, o Império do Brasil, despertou para a importância desse pedaço de mundo localizado ao sul de seus domínios. A terra, a água, o gado, fatores que atraíram para o Rio Grande do Sul, então Continente de São Pedro, os olhares de quem estava fugindo da falência dos feudos e Guerras na Europa. Com o incentivo do Império, ficou mais fácil adentrar as terras e tomar posse, sem restrições, daquilo que lhe deram sem conhecer.

ÍNDIO MISSIONEIRO (1620 A 1730)Os índios que habitavam em especial a nação Guaranítica tiveram a sua liberdade tolida pela fundação dos Sete Povos das Missões, em 1687, que não só alterou seu estilo de vida indígena, como reuniu um gado chucro, que andava disperso pelos campos. Os Jesuítas Espanhóis vieram para criar as Vacarias dos Pinhais e do mar. Seus pudores vestiram o índio que, até então, apenas enrolava-se em peles de animais. (entramos índios) Agora, traja-se como Tipoy (espécie de saia) tendo o chumbe como cordão da cintura, para as mulheres indígenas e os homens enrolam-se em calças e camisetões feitos de tecido rústico, ambos de pés descalços e para proteger-se no inverno, o poncho de lã.

CHIRIPÁ PRIMITIVO - Primeira Época (1730/1820)Mas esses indígenas e Jesuítas não estavam sozinhos. Eles tiveram a perseguição de Bandeirantes vindos do Sudeste do país, devido ao gado em excesso que estava sob a propriedade das Missões e eram comercializados em Sorocaba (Capitania de São Paulo). O homem rural adquiria habilidade de montaria para poder levar esse gado a Sorocaba e, além disso, essa habilidade fazia dele um peão de estância eventual, o que reforçava o uso do cavalo como meio de transporte.

Isso impressionou os novos donos da terra, militares reformados que ganhavam sesmarias e as transformavam em est6ancias, local onde o índio procurou emprego e moradia como fim das Missões (entra o Chiripá Primitivo). O homem passa a usar uma saia de couro cru, com camisa aberta ao peito de tecido rústico, botas garrão de potro ou pés descalços, chapéu de palha par a proteção do sol e intempéries, ceroulas sem crio, faixa e colete. A mulher usa apenas uma blusa de tecido rústico e a saia em corte simples também em tecido rústico. Os pés descalços castigavam durante a lida do campo de doméstica.

CHIRIPÁ FARROUPILHA - Segunda Época (1820/1865)Cavalo é cada vez mais a força desse homem campeiro e com ele o gaúcho consegue percorrer as terras e domar todos os animais que aparecem nos campo As características do homem do campo vão mudando e é nesse período que o caráter do gaúcho vai se consolidar. Suas exigências quanto a aparência vão definir um novo perfil de homem e que passa a ter necessidade de algo mais confortável para as lides no campo, nas charqueadas e para as batalhas durante as guerras em defesa das fronteiras. O homem passa a usar o chamado Chiripá Farroupilha, semelhante a uma fralda (entra o Chiripá Farroupilha) por cima da ceroula de crivo, guaiaca, jaqueta campeira, camisa de algodão, lenço na cabeça e chapéu de copa alta. Sua esposa vai trajar um conjunto de saia e casaquinho, acompanhado de chalé, com coque ou tranças e flores ou fitas, sapato de couro será mais popular o que facilita na aquisição, também da botas do peão.

O estancieiro, seu patrão, vai usar uma calça justa com botas, camisa com lenço e colete; na cintura uma faixa e guaiaca; casaco de fino tecido e chapéu de copa alta. A mulher do estancieiro traja o vestido de fino tecido com detalhe no pescoço, o cabelo em coque, nos pés sapatos de couro ou botinhas, e flor no cabelo. A maquiagem é discreta e os brincos são grandes.

Na cidade a moda mudava um pouco, pois a influência européia era mais muito sentida. A mulher usava vestidos rodados, com armação e chapéu de feltro para a proteção dos cabelos. O homem citadino usa calça reta de tecido leve, colete, camisa com lenço bem arrumado, fraque e chapéu.

BOMBACHA (1865/1900)O tempo passa e o homem ganha nova vestimenta com a entrada, na Província do rio Grande de São Pedro, da Bombacha, alça larga usada pelos homens que lutaram na Guerra do Paraguai. O homem começa a fazer uso do blazer, camisa, lenço e botas de couro. A mulher que vive com ele usa saia com camisa e fita no pescoço, sapatos de coro e meias-calça colorida. Em 1950, coma chegada da Miss Distrito Federal à Porto Alegre, Paixão Cortes e seus amigos convidam suas irmãs a fazerem parte das atividades tradicionalistas como assar o churrasco, declamar, bailes, canto, e outros, numa forma de recepcionar a visitante.

Para tal Paixão Cortes veste as irmãs e de seus amigos com vestido criados por ele mesmo. Simples, com babados, corte godê simples e pouca armação, vai compor com uma flor no cabelo o traje criado e dado como característico do gaúcho. Inicia a participação feminina nos primeiros movimentos relacionados a perpetuação dos costumes gaúchos.

Fonte: Departamento de cultura 13ª Região Tradicionalista

 




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